terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Falsas Perdas

São impressionantes os números da pirataria. Segundo a BSA, em 2008, as perdas no Brasil foram de mais de 1bilhão de dólares, com nível de pirataria de 60%, somente para o segmento que eles chamam de "Business Software", que inclui sistema operacional, pacotes de escritório, entre outros.

O método utilizado para o cálculo é o seguinte: multiplica-se o valor médio do software instalado em um PC pela quantidade de PCs com software pirata e, assim, obtém-se o valor da perda.

Digamos que a média de preço do software pirata, adquirido no camelô, seja de R$10. Vamos considerar que a média de preço do software oficial seja de R$200.

É como se o restaurante onde almoçamos diariamente aumentasse o preço em 20 vezes e o movimento continuasse o mesmo.

No mínimo ingênuo, para não falar outra coisa...

domingo, 21 de fevereiro de 2010

A indústria do Software depende da pirataria

A pirataria não acaba porque a indústria do software proprietário não quer. Com a popularização da internet, é possível diminuir para próximo de zero o número de cópias não licenciadas. Entretanto, isso não convém, pois, se eles "fecharem o cerco", em curto espaço de tempo eles seriam substituídos por equivalentes livres.

Vejamos o caso dos computadores vendidos com sistema operacional GNU/Linux. Estima-se que 75% (Fonte: IDG) dessas máquinas tem o sistema substituído por Windows, certamente uma cópia pirata, pois o usuário. preocupado em adquirir uma licença, faria isso no momento da compra. Se esses usuários fossem obrigados a pagar pela licença, este número seria bem diferente.

A popularidade (número de usuários) de um software gera uma pressão pela sua adoção. Dessa maneira, empresas e governo são "obrigados" a adotar os mesmos softwares que as pessoas usam em suas casas. Mas, ao contrário do usuário doméstico, estes não podem manter cópias piratas.

Empresas e governo representam a maior parte do faturamento da indústria do software. Portanto, a "pirataria" é o combustível da máquina e nunca será verdadeiramente combatida.